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Padroeiro: S. João Baptista.
 
Habitantes: 880 habitantes (I.N.E.2001) e 954 eleitores em 31-12-2003.
 
Actividades económicas: Agricultura, comércio e pequena indústria.
 
Festas e romarias: Senhora das Necessidades, Senhora das Dores ( 3º domingo de Agosto), Senhora da Saúde e Senhora da Conceição.
 
Património cultural e edificado: Igreja Paroquial, Capela da Senhora das Dores, Casa dos Pugas e Cruzeiro.
 
Outros locais de interesse turístico: Moinhos de Água.
 
Colectividades: Associação Recreativa e Cultural de S. João Baptista de Rio Frio.
 


A Freguesia de Rio Frio, dista aproximadamente 10 Km da sede do concelho de Arcos de Valdevez, a que pertence e ocupa uma área de  cerca de 1742 ha, graciosamente distribuídos pelas encostas serranas que integram a cadeia montanhosa relativa à margem direita do rio Vez e  que se prolonga para o concelho de Paredes de Coura.  Os seus limites estão estabelecidos da seguinte forma: a Norte,  a Freguesia de Senharei. A Sul, as Freguesias de Miranda, Padreiro Santa Cristina, Távora S. Vicente e Monte Redondo. A Nascente, as Freguesias de Prozelo, Parada e Vila Fonche. A Poente, a Freguesia de Bico pertencente ao Concelho de Paredes de Coura.
Acerca de aspectos históricos de Rio Frio transcreve-se aqui o texto na integra a informação do livro "Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo " « Em 1258, na lista das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III, Rio Frio é citada como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui.
Em 1444, a comarca eclesiástica de Valença foi desmembrada ao bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta até 1512.
Neste ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu a  D. Henrique, bispo de Ceuta, a comarca eclesiástica de Olivença recebendo em troca a de Valença do Minho. Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta.
Quando entre 1514 e 1532, o arcebispo D. Diogo de Sousa mandou avaliar os 140 benefícios eclesiásticos incorporados na diocese de Braga, Rio Frio rendia 315 réis.
Em 1546, a comarca e mosteiro de São João de Rio Frio, com vigairaria ou capelania confirmada valia 4 mil réis e o pé de altar.
A cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo refere-a como comenda da apresentação da Ordem de Cristo, de São João de Rodes.
Segundo Américo Costa, Rio Frio foi mosteiro e comenda de Templário até à extinção desta Ordem, no reinado de D. Dinis. Com a instituição da Ordem de Cristo esta comenda passou a pertencer-lhe a partir de 1319. Passou mais tarde a reitoria da apresentação da Mesa da Consciência.
Em termos administrativos, pertencia em 1839, à comarca de Ponte de Lima e, em 1852, à de Arcos de Valdevez.»
Como se percebe,  o mosteiro teve uma importância fundamental nesta freguesia nessa ocasião, mas estamos convictos que muito antes disso desde tempos muito remotos, estas  terras já conheciam a presença do homem, e os topónimos aí existentes, para além dos vestígios arqueológicos desta região, como um todo, são uma constatação indesmentível.   


 
Sabores e saberes de Rio Frio
A Broa de Milho de Grijó e o galardão em Itália 
 
Vamos falar das chouriças e da broa de Grijó. Como e sabido a antiga escola de Grijó que estava em ruínas foi alugada à Câmara Municipal. Aos poucos foi-se recuperando o edifício onde se instalou um fumeiro tradicional e um forno a lenha.
No começo dessa aventura despertou-se a curiosidade e lá foram aparecendo os jornais, as rádios e as televisões para dar a devida cobertura ao assunto. As pessoas viram, vieram para provar e gostaram. Todos prometem que voltam e levam boas recordações de Rio Frio. Pessoas que nutrem um grande carinho pelas coisas da nossa terra e é isto que nos pode dar um grande futuro. As terras que vão ficando abandonadas por falência dos sistemas agrários de subsistência bem podem servir para alimentar gado autóctone, para criar madeiras nobres, para produzir variedades regionais de milho ou feijão, para fazer hortas biológicas, etc. A saudade dos paladares genuínos que a nossa memória colectiva ainda conserva encarregar-se-á de criar um mercado capaz de esgotar rapidamente tudo que se produza com o respeito das técnicas ancestrais. Não foi o acaso que levou a nossa broa de milho até Itália e lhe deu o galardão de estar incluída nos 630 produtos melhores do mundo.
As nossas tradições, a forma de fazer as coisas e a história que temos constituem um grande potencial para desenvolver no futuro.
Haja gente capaz de agarrar estas oportunidades e a nossa terra será tão produtiva como outras do resto do país ou da Europa.
 
( Fonte consultada: Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo).
Festival de folclore...
2010-06-20 11:38:00 Festival de folclore - Rio Frio 2010...
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